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Salários elevados garantem resultados esportivos?- artigo de Jean Nicolau para o jornal Lance
Por uma vez, esta coluna trata de um tema mais relacionado à economia do esporte do que ao direito desportivo. Tudo por conta de um relatório divulgado pelo jornal Lance! em 3 de julho, que destrinchou os gastos dos clubes brasileiros em 2011.
O estudo demonstrou que o São Paulo, detentor do segundo maior faturamento (R$ 145.883 milhões) atrás do Corinthians (R$ 197.386 milhões), foi ao lado do Internacional quem mais gastou com salários: R$ 95.818 milhões ou aproximadamente dois terços de seu orçamento, contra R$ 73.308 milhões do campeão brasileiro de 2011. A propósito, a Associação Européia de Clubes recomenda, para o bem da saúde financeira dos clubes, que as despesas com funcionários não comprometam mais de 60% da arrecadação total das entidades.
Os proporcionalmente elevados salários pagos pelo São Paulo chamam menos a atenção, porém, do que seus resultados práticos: o alto investimento sequer garantiu ao clube vaga na Copa Libertadores deste ano. Ou seja: ou faltou sorte, ou faltou competência na hora de contratar e formar o elenco que terminou em sexto lugar no último Brasileiro.
É mais lógico acreditar na segunda hipótese. Afinal, o futebol brasileiro  não teria razões para fugir a uma regra verificada internacionalmente: quem gasta mais tem mais chances conquistar boas colocações. Estudos comprovam este raciocínio.
David Forrest e Robert Simmons (The relationship between pay and performance: team salaries and playing success from a comparative perspective, 2000) salientam o impacto significativo da massa salarial como fator de sucesso no futebol europeu, especialmente nos campeonatos Italiano e Inglês.
Stefan Szymansky e Tim Smith (Winners and losers: the business strategy of football, 1999) também demonstram a vantagem comparativa das equipes que pagam maiores salários.
E ainda servem como exemplo os resultados dos quatro clubes com as maiores folhas salariais do mundo no ano passado (fonte: sportingintelligence.com). Pela ordem, Barcelona (Copa do Rei), Real Madrid (Espanhol), Manchester City (Inglês) e Chelsea (Liga dos Campeões) conquistaram títulos na temporada 2011/2012. Destaque para o City, que contou com o apoio de um investidor estrangeiro, aumentou vertiginosamente seus gastos e se sagrou campeão nacional 44 anos depois. Exceções como o Montpellier, campeão francês com o 13º orçamento daquela liga, não se verificam com frequência.
Prática e teoria parecem recomendar modificações quando, de forma sistemática, os resultados esportivos não correspondem ao investimento realizado. Se não uma guinada radical, renovação e reflexão sobre novos rumos podem ser a solução. 

Fonte: Lance, em 29/07/2012


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