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Novembro 2015 - edição 191
Direito Desportivo
Jean Nicolau
 
 
Escândalo no atletismo macula novamente esporte internacional
 
 
A julgar pelo relatório divulgado pela Agência Mundial Antidoping (AMA), os dirigentes da FIFA envolvidos em esquema de corrupção nem estão sozinhos, nem são os maiores crápulas da política esportiva internacional.
 
Investigações conduzidas em segredo pela entidade concluíram que as federações internacional (IFAA) e russa de atletismo colocaram em prática um esquema fraudulento de grandes proporções.
 
A Interpol, auxiliada por autoridades francesa, conduzirá novas investigações a fim de verificar o possível envolvimento de outras federações nacionais.
 
Afinal, a própria AMA supõe a existência de um esquema de “doping organizado”, que não se restringiria à Rússia nem ao próprio atletismo.
 
A situação é ainda mais delicada na medida em que, diferentemente do que ocorreu no futebol, a integridade das últimas competições internacionais foi posta em xeque.
 
As Olimpíadas de Londres teriam sido particularmente afetadas pelo esquema de corrupção que era, em resumo, operado da seguinte maneira: a IFFA cedia à federação russa a lista de seus atletas flagrados em exames antidoping. Esta última, por seu turno, propunha a tais esportistas a chance de evitar sanções em troca do pagamento de quantias por vezes superiores a 100 mil dólares.
 
Potência histórica do atletismo, a Rússia corre o sério risco de ser temporariamente excluída de todas competições. Essa foi, aliás, a recomendação feita por Richard Pound, número um da AMA, durante a coletiva de imprensa que confirmou a existência do esquema em questão.
 
Vale lembrar, contudo, que a entidade, cuja atividade limita-se à investigação e que se assimila a um ministério público do esporte mundial, não tem competência para aplicar sanções aos envolvidos: a aplicação de punições caberá ao órgão de disciplina da federação internacional de atletismo e, eventualmente, ao Tribunal Arbitral do Esporte, em grau recursal.
 
Em todo caso, esse novo escândalo esportivo de dimensão internacional já reacende a discussão, certamente pertinente, sobre maneiras de buscar uma aproximação entre os poderes públicos e o movimento esportivo internacional. O contexto atual demonstra que são mais do que nunca necessárias soluções para modernizar a governança do esporte e lhe conferir maior transparência.
 
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