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Fevereiro/Março 2015 - edição 186
Gestão de Pessoas

A eficácia das pessoas e das organizações está na força do líder

Débora Bobra Arakaki Masson

Neste texto, permitam - me ilustrar através de parábola a importância da figura do líder para o desenvolvimento da organização.

“Houve, séculos atrás, uma tribo cujo chefe era tido como superior aos chefes de todas as demais tribos e o chefe Maior era escolhido não só pela sua força física, mas também por sua sabedoria.
 
Desejando que o povo vivesse em segurança, ele criou leis abrangendo todos os aspectos da vida tribal. Eram leis severas que ele, como juiz imparcial, fazia cumprir com rigor.
 
Certa feita, problemas de pequenos furtos começaram acontecer na tribo. Imediatamente, o chefe reuniu a tribo e com tristeza no olhar, frisou que as leis tinham sido feitas para protegê-los e ajudá-los. Como todos tinham o de que necessitavam para viver, não havia justificativa para a ocorrência de furtos.

Estabeleceu, portanto, que, identificado o responsável, teria o castigo habitual aumentado de 10 para 20 chibatadas.
 
E os furtos continuaram. O chefe voltou a reunir o grupo e aumentou o castigo para 30 chibatadas e, novamente, os furtos não cessaram.
 
– Por favor - pediu o chefe. – Estou suplicando. Para o bem de vocês, os furtos precisam parar. Eles estão causando sofrimento entre nós.

E aumentou o castigo para 40 chibatadas.
 
Naquele dia, os que estavam próximos a ele, viram que uma lágrima escorreu-lhe pela face, quando ele dispensou o grupo.
 
Finalmente, um homem veio dizer que tinha identificado a pessoa autora dos furtos e a trouxeram para ficar frente a frente com o chefe: era sua mãe, senhora idosa e frágil. O chefe empalideceu de susto e sofrimento.

Todos começaram a se questionar se o chefe seria, ainda assim, imparcial. Será que ele faria cumprir a lei? Seria o amor por sua mãe capaz de impedi-lo de cumprir o que ele mesmo estabelecera? Por fim, anunciou:
 
– Meu amado povo. Faço isso pela nossa segurança e pela nossa paz. As 40 chibatadas devem ser aplicadas, porque o sofrimento que este delito nos causou foi grande demais.

Acenou com a cabeça e os guardas fizeram sua mãe dar um passo à frente. Um deles retirou o manto dela, deixando à mostra as costas ossudas e arqueadas. O carrasco, armado de chicote, aproximou-se e começou a desenrolar seu instrumento de punição.
 
Nesse momento, o chefe deu um passo à frente. Retirou o seu manto e todos puderam ver seus ombros largos, bronzeados e firmes. Com muito carinho, ele passou os braços ao redor de sua querida mãe, protegendo-a, por inteiro, com o próprio corpo. Ele encostou o seu rosto ao da mãe e misturou as suas às dela. Murmurou-lhe algo ao ouvido e, então, fez um sinal afirmativo para o encarregado.
 
O homem aproximou-se e desferiu, nos ombros fortes e vigorosos do chefe da tribo, uma chibatada após outra, até completar exatamente 40.
 
Foi um momento inesquecível para toda a tribo que aprendeu, naquele dia, como se podem harmonizar com perfeição, o amor e a justiça.” (Autor desconhecido)


Transportando a parábola para nosso tema, qual seja, liderança, e após entrevistar um consultor da Área de Gestão de Pessoas, o mesmo sinaliza: “A capacidade de liderança é sempre o maior alicerce sobre a eficácia das pessoas e das organização e quanto mais firme o alicerce, melhor o resultado geral”.

E dentre tantas as competências ligadas a uma liderança forte, certamente a influência é uma delas. A verdadeira liderança não pode ser concedida, atribuída ou imposta e jamais pode ser delegada. Outro aspecto é que a liderança se cultiva no dia-a-dia, não só num momento, e os líderes bem sucedidos são aprendizes constantes e este processo, como todos sabemos, é contínuo, resultado de autodisciplina e perseverança.

Neste esteio, é importante que o líder saiba traçar uma estratégia e determine um plano de ação com antecedência. Diz o especialista na área: “O líder bem sucedido sabe eleger prioridades e sabe definir metas, mas muito além disso, compreende o tempo de aceitação daquela ideia, gerencia os problemas de percurso e revisa diariamente o plano de ação”.

Se pudéssemos eleger outras competências essenciais de uma liderança forte, a capacidade de ouvir maior do que a capacidade de falar seria uma delas, a confiança em si próprio e uma intuição aguçada, são características importantes para a coordenação de pessoas.

Arremata o especialista: “Ser líder exige um pouco mais do que simplesmente ter o domínio dos dados, demanda capacidade de lidar com diversos imprevistos de percurso. Liderança é, com certeza, mais arte que ciência”.

Pudemos perceber, na parábola acima, que o chefe não impõe respeito, ele conquista através de seus conhecimentos adquiridos durante a vida; da capacidade de colocar em prática todo este aprendizado, mas sobretudo, com sua atitude de amor em resguardar qualquer um dos integrantes de seu grupo.

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