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Boletim 223
O cenário profissional de enfrentamento à Covid-19 e as mudanças organizacionais
Por Debora Arakaki e Dr. João Barbosa

Num novo cenário de enfrentamento à Covid-19, diante de um crise sanitária com significativas alterações socioeconômicas, que provocou o isolamento de milhões de pessoas, alterando, significativamente, a forma de  relacionar-se, entendemos que a priorização das estratégias para mudança organizacional, conduzida pela equipe de líderes multidisciplinares do departamento de operações de uma organização é hoje função de essencial, de vital importância dentro do mundo corporativo.
 
Sob o ponto de vista da rotina corporativa, a pandemia do coronavírus impactou diretamente a área de Recursos Humanos (RH), que viu diversos problemas se potencializarem, tais como: 
 
  • dificuldade de centralização de informações, o que fez com que a atuação do Rh fosse cada vez mais forte e especializado/cuidadoso; 
  • controle de ponto a distância aos profissionais que se adequam a tal situação; 
  • dúvidas sobre quem deva arcar com as despesas oriundas do home office; 
  • investimento maior em tecnologia para atender as necessidades dos colaboradores; 
  • os próprios percalços oriundos do acesso remoto; 
  • e, infelizmente, as empresas que ainda não se atualizaram e não mensuraram os seus dados de forma automatizada,haja vista que  a principal e maior perda é a falta de indicadores em tempo real.
 
Outro dado importante é: quanto mais mudança, maior deve ser a liderança e gestão destas mudanças, sob pena de a curto e médio prazo, toda cultura organizacional ter se esvaído, ou ser gravemente maculada.
 
Desta forma, arrisco a dizer que a liderança deve ser mais estratégica que tática, conduzindo alinhamento da visão do plano, tanto para as pessoas que estão envolvidas, até mesmo para a liderança que está conduzindo-a.
 
Paralelamente, o modelo de liderança a ser construído deve ser impulsionado por elementos de motivação e engajamento, que servirão de alicerce para a disseminação da visão organizacional para os indivíduos, sendo que essa dimensão do envolvimento para o estabelecimento do alcance da meta é parte fundamental da gestão.
 
Segundo a visão de Kotter, a garantia de uma boa execução das metas, é o fundamento para condução por processos traçados no plano, sendo seu controle e monitoramento de resultado, são fatores de suma importância. 
 
Tudo isso não é segredo, é um percurso a ser seguido para viabilidade e perpetuação da vida empresarial!
 
Fácil afirmar, portanto, que sem liderança estratégica e eficiente, a probabilidade de uma empresa apresentar boa performance, ao mesmo tempo que se depara com desafios da economia mundial, diminui significativamente.
 
Pensar estrategicamente é trabalhar dando início às mudanças, propiciando um futuro viável para a organização, criando estratégias emergentes, plausíveis, dentro de um processo de planejamento estratégico, criando valores apoiados em líderes e gerentes estratégicos.
 
Num mundo diferente de trabalho em home, novos desafios vão surgindo, novas ideias para solucionar tais entraves, igualmente e na mesma velocidade.

ENTREVISTA PARA O BOLETIM MASCARO

Entrevista realizada pelo Dr. João Barbosa, advogado do Grupo Mascaro, com o gerente de recursos humanos do nicho de mercado de auto peças, Ricardo Tomaz Alves.
 
Dr. João Barbosa (Grupo Mascaro): Como a empresa está fazendo a gestão da pandemia?
Ricardo Tomaz Alves: Utilizando todas as ferramentas legais, com ênfase para:
 
a) Banco de horas;
b) Férias coletivas;
c) Redução de 50% na jornada de trabalho com reflexo direto nos salários;
d) Outros: informação maciça a todos os colaboradores; disponibilização de EPI's específicos mudança no layout da empresa com vistas a assegurar o distanciamento social; acompanhamento/gestão constante das medidas sanitárias; etc..

Dr. João Barbosa (Grupo Mascaro): Qual impacto da pandemia nos negócios da empresa?
Ricardo Tomaz Alves: Amargou o pior resultado econômico/financeiro desde 1.996, com redução no volume de negócios da ordem de 30%.
 
Dr. João Barbosa (Grupo Mascaro): Como a empresa está projetando os negócios para 2021 e 2022?
Ricardo Tomaz Alves: Para 2021, espera-se uma redução nos negócios igual ou superior àquela observada em 2020, admitindo-se à possibilidade de esse número beirar a casa dos 40%, considerando-se que ainda estão recebendo cancelamentos de pedidos de compras.

Entende como inevitável efetuar um corte de postos de trabalho, com consequente redução de pessoal, em pelo menos 10% do quadro atual, caso o cenário que hoje se apresenta não indicar sinais fortes e confiáveis de reversão de tendência.
 
Quanto a 2022 ainda não possui uma avaliação, devido principalmente ao início da elaboração do planejamento estratégico ter seu início previsto para o segundo semestre deste ano e ser muito dependente das projeções de compras das montadoras, o que ainda é uma grande incógnita. A empresa não atua no mercado secundário e/ou de reposição.
 
Dr. João Barbosa (Grupo Mascaro): Qual impacto da pandemia no setor de auto peças como um todo?
Ricardo Tomaz Alves: Toda cadeia sofreu em média redução nos negócios da ordem de 40% e sem previsão de melhora no curto prazo.
 
 
São Paulo: Tel: +55 11 2175-9000 - Fax: +55 11 3256-7401
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