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Boletim 222
Gestão de Pessoas
O custo social para a mulher executiva
Débora Bobra Arakaki
 
 
Nas últimas décadas, podemos observar diversas mudanças econômicas e sociais que afetam o Brasil e o mundo, especialmente no que diz respeito ao mercado de trabalho das mulheres. Diante das já famigeradas desigualdades, fato é que a participação feminina vem crescendo nas organizações corporativas.
 
No entanto, o número de mulheres no cargo de gerência ainda é tímido em comparação com os homens e as
estatísticas mostram que as horas dedicadas ao trabalho doméstico, auxílio aos afazeres infantis, por exemplo, ainda são bem maiores que as do seu companheiro.
 
Mesmo com a ascensão feminina no mercado de trabalho, a desigualdade de gênero no mundo coorporativo ainda é muito relevante, e a diversidade no ambiente do trabalho é um assunto que nunca se torna arcaico. Questões como segregação de gênero, desigualdade salarial, maior carga de horário de trabalho e oportunidade feminina no universo das organizações continuam sendo motivo de preocupação e gerando uma vasta literatura sobre o tema.
 
Sabemos que as necessidades básicas contemporâneas de elevar a renda familiar e, cada vez mais, a urgência das empresas em promover a diversidade, tanto de gênero, quanto de cultura, têm feito as mulheres aumentarem sua participação em níveis mais altos na hierarquia/liderança das empresas.
 
Mas quais são os desafios e fatores de sucesso narrados por essas executivas, e qual o custo social que elas tiveram durante seu percurso trilhado até a liderança?
 
Quando falamos em custo social, estamos nos referindo ao alto preço que as mulheres têm de pagar ao assumir cargos de executivos. Tais como abdicarem de casarem ou suportarem um divórcio, terem dupla jornada de trabalho, fazerem escolhas sobre a maternidade, por exemplo, optando pela maternidade tardia ou, até mesmo, por não terem filhos.
 
Enfim, o velho adágio “cada escolha uma renúncia”, parece fazer muito sentido.
 
Portanto, concluímos que, quando a devoção é para o trabalho, existe uma diminuição natural no papel familiar dessas mulheres.
 
Outras pesquisas indicam que a mulher que decide ter filhos “mais tarde”, acaba sentindo uma falta de energia física para equilibrar a vida pessoal e a carreira e, por isso, acaba redirecionando ou até abdicando da sua vida profissional, em definitivo.
 
Em outras palavras, o custo social para a mulher executiva, pelo o que podemos observar, é elevado.
 
Por tudo isso, é necessário entender e tentar equilibrar o que, aparentemente, parece inconciliável. Acredito na força feminina!


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