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Boletim 218
Gestão de Pessoas
Atitudes corporativas em época de exceção
Débora Bobra Arakaki
 
Vivenciamos, nos últimos dois meses, tempos atípicos em razão da pandemia de coronavírus, que causou mudanças drásticas na rotina mundial.
 
Assuntos como o alerta de um possível colapso na Saúde, aumento do número de desempregados e recessão econômica, passaram a fazer parte das preocupações dos brasileiros. Além disso, mudanças comportamentais, que poderão causar impactos também no setor de Saúde, têm sido motivo de discussões entre os profissionais da área Médica e da Psicologia.
 
São, ainda, motivos de inquietação a velocidade de contágio, o receio de contaminação dos mais próximos e vulneráveis e o medo de que não seja encontrada a cura para a pandemia.
 
A tensão é cada vez maior e o mundo corporativo, como não poderia deixar de ser, acaba recebendo reflexos diretos deste que é um momento de exceção.
 
Por tudo isso, para os fins deste artigo neste Boletim Mascaro Especial Coronavírus, entrevistamos vários profissionais jurídicos, de diversos segmentos, e chegamos às explanações, que resumiremos, brevemente, a seguir.
 
A instabilidade e a incerteza de quando — e de que modo —, todos poderão retomar suas “próprias vidas” pessoais e profissionais, viraram temas recorrentes. Ações voltadas para o cotidiano da atividade empresarial têm sido a pauta constante nas reuniões de teletrabalho e home office.
 
A preocupação com as medidas provisórias, editadas pelo líder maior do Executivo e as consequentes decisões do Judiciário preenchem de agitação o dia-a-dia de todos.
 
De consenso geral e, desde as primeiras notícias que surgiram em todo o globo sobre a doença, o mundo corporativo, com a intenção de preservar a integridade física dos seus colaboradores, adotou o trabalho remoto como medida de segurança e saúde.
 
Assim, grande parte ou totalidade dos trabalhadores que cumprem atividades em áreas administrativas e internas, tem desempenhado dessa forma suas agendas diárias. Uma tendência mundial de trabalho em casa, que acabou sofrendo antecipação por conta do coronavírus.
 
Os serviços essenciais precisaram ser preservados, mas as reduções no quadro de funcionários de empresas, de pequeno e médio porte, têm sido frequentes.
 
Já as grandes empresas estão estudando, dentre as medidas governamentais apresentadas, aquelas de menor impacto, a fim de preservar o emprego e renda dos empregados. Esta equação, contudo, nem sempre é simples.
 
Dentre as empresas que entrevistamos, no segmento de serviços, foi possível perceber que houve a antecipação das férias individuais e coletivas, antecipação de feriados, antes de tomar a atitude mais drástica de reduzir o quadro de funcionários.
 
Além disso, muitas empresas tentam a renegociação dos contratos existentes/vigentes, sobretudo a suspensão ou fatalmente a postergação de pagamento, antes mensal, para no mínimo 90 dias.
 
Uma empresa do ramo têxtil, por exemplo, estuda medidas de redução de salário e de jornada, por meio de acordos individuais e espera que tais ações inibam a perda efetiva do emprego da grande parte da unidade fabril. Mas tudo irá depender da duração da crise.
 
Outra empresa, do ramo automobilístico, antecipou as férias coletivas e estuda medidas de redução salarial e de jornada, inclusive de áreas administrativas, já que as fábricas estão totalmente paralisadas e com venda zero.
 
No setor gráfico, outra empresa mencionou que todas as medidas possíveis foram tomadas, tais como: antecipação de férias individuais, postergação de pagamento do FGTS, home office, retirada do turno noturno para evitar pagamento de adicional, justificando que toda redução deve ser considerada, nesta época tão delicada.
 
Além dessas atitudes, que podemos colher dos relatos das empresas, vários sindicatos já implementaram, por vias coletivas, a possibilidade de redução salarial, suspensão dos contratos de trabalho por 120 dias e sugerem a rescisão para os empregados que não puderem ser mantidos mesmo com redução ou contratos suspensos.
 
Fato é que esse novo vírus já infectou diversas pessoas, em cinco continentes e, apesar de, aparentemente, ser menos letal do que outros surtos recentes, representa um desafio maior para controlá-lo.
 
Alguns medicamentos têm apresentado resultados positivos, mas, até chegarmos ao desenvolvimento de uma vacina, será um processo longo. O melhor que se tem a fazer, no momento, portanto, é continuar com as ações coordenadas de vigilância epidemiológica e dos serviços de saúde, evitando o temido congestionamento do sistema público.
 
Dados oficiais já registravam 45.757 casos e 2.906 mortes, no Brasil, até o último dia 22 de abril. Porém, com o esforço conjunto de governo, profissionais de saúde, empresas e a população em geral, temos esperanças de que sairemos mais fortalecidos deste processo. Essa fé é o que nos move!


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