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Direito Desportivo
Messi e Neymar: equipes rivais, problemas semelhantes
Jean Nicolau
 
 
Lionel Messi e seu pai estariam implicados em um novo caso de evasão fiscal. Ambos teriam participado de montagem semelhante a que foi arquitetada, nos seus tempos de Espanha, pela dupla Neymar pai e Neymar Jr.
 
Segundo documentos revelados pelo site Football Leaks, a família Messi teria dissimulado o recebimento de 6,7 milhões de euros. O detalhe é que o FC Barcelona teria participado da operação fraudulenta.
 
A propósito, as autoridades espanholas já investigam, desde 2016, supostas irregularidades relacionadas ao valor recolhido pelo jogador argentino a título de imposto de renda.
 
As suspeitas decorrem de depósitos realizados pelo clube catalão na conta de um banco sediado em Luxemburgo. A beneficiária de tais operações é a empresa londrina Sidefloor, cujo dirigente, David Waygood, poderia ser um laranja de Jorge Messi.
 
Os 6,7 milhões de euros transferidos entre 2009 e 2014 foram contabilizados pelo Barcelona como remuneração por trabalhos de agenciamento de atletas e identificação de talentos (scouting).
 
Para os investigadores, no entanto, a operação seria uma montagem financeira com a finalidade de reduzir a remuneração de Messi e, consequentemente, os impostos sobre ela incidentes.
 
Note-se que, na Espanha, o pagamento dos agentes deve ser realizado pelos próprios atletas, e não por seus respectivos clubes.
 
As suspeitas são reforçadas pelo fato de a redação dos contratos entre o Barcelona e a empresa Sidefloor serem quase idênticos aos concluídos, há alguns anos, entre o clube e o pai de Neymar. Na ocasião, por ter “dissimulado parte da remuneração do jogador”, o clube catalão foi condenado a pagar ao Tesouro Público espanhol uma multa de 5,5 milhões de euros.
 
Em tempo: esta não é a primeira vez em que Messi enfrenta problemas com o fisco espanhol. Em 2017, o astro foi condenado a 21 meses de prisão, mas a pena foi substituída por multa de 252 mil euros.


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