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Gestão de Pessoas
Diversidade, mercado de trabalho e mundo corporativo 
Débora Bobra Arakaki Masson
 
 
Muitas são as notícias, denúncias e relatos sobre violações de direitos humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais.
 
No ano de 2016 foram registradas inúmeras denúncias na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, sendo certo que segundo a classificação no Ministério de Direitos Humanos, 50% são denúncias ligadas à discriminação.
 
Mas o que dizer sobre o tema diversidade dentro do mercado de trabalho no mundo corporativo?
 
Atualmente, infelizmente, ainda são poucas as empresas que entendem a diversidade como algo além da participação feminina no mercado de trabalho, já que o tema inclui: gênero, orientação sexual, raça, crença, ente outros.
 
A discriminação ocorre, justamente, quando dois candidatos têm o mesmo nível de produtividade, mas o empregador acredita que a produtividade média do grupo de um é menor do que a do outro e não seleciona o candidato que pertence ao grupo mais vulnerável.
 
Em relação ao tema homem homossexual, estudos organizacionais registram que a discriminação também é observada no ambiente de trabalho, e se materializa em barreiras para progressão de carreira, dificuldade de relacionamento pela falta de aceitação entre os colegas de trabalho, entre outros entraves.
 
Especialista na área de Recursos Humanos esclarece que “a discriminação é interpretada como uma desigualdade que provoca um desequilíbrio no mercado ao levar em consideração fatores que não são determinantes para a atividade produtiva”.
 
Fato é que poucas empresas ainda se preocupam com o tema, criando Comitês de Valorização à Diversidade, cartilhas contendo orientações a seus funcionários e mesmo recebendo currículos de transexuais, por exemplo.
 
Segundo expert consultado, os principais benefícios alcançados pelas empresas que entendem a diversidade, seriam “atrair novos talentos, fortalecimento da marca, aumento da performance do negócio, praticar a inovação, aumentando, em última análise, a própria satisfação do consumidor”.
 
O ambiente organizacional livre do preconceito faz com que homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais sintam e vivam o sentimento de pertencimento organizacional, aumentando sua autoestima e produção, no nível individual, fortalecendo a própria marca diante da utilização de política antidiscriminação e salvaguardando um ambiente organizacional sadio no nível coletivo.
 
Independentemente de haver uma diferença sistemática em prejuízo de lésbicas, gays, bissexuais e afins, no mercado de trabalho, é fundamental que o setor público, bem como o privado fomentem e implementem políticas para promover um compromisso real em relação à igualdade de oportunidades e de tratamento no mundo do trabalho.
 
A trajetória ainda é longa, porém, replicar a diversidade da população dentro do mundo corporativo, garantindo uma atividade laboral em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana é o que devemos sonhar e realizar.

 
São Paulo: Tel: +55 11 2175-9000 - Fax: +55 11 3256-7401
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