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Boletim 192
Direito desportivo
Jean Nicolau


Com ex-presidentes na mira da FIFA, CBF promete reformas com nomes conhecidos
 
Em 15 de março, o comitê de reformas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu-se pela primeira vez desde sua apresentação, em fevereiro. Se o novo órgão foi concebido com a missão de aprimorar a gestão e a governança do futebol brasileiro, tanto a forma de escolha de seus membros, quanto os nomes eleitos para integrá-lo, já levantam dúvidas quanto a sua real eficácia para a evolução do futebol nacional.
 
A determinação dos membros do novo comitê, dentre os quais alguns receberão salários de R$ 3 a 5 mil reais, não foi realizada por meio de consulta pública. Sequer houve participação de representantes do Ministério do Esporte ou do governo, de modo geral. Ademais, a CBF não apenas procedeu a tal nomeação sem consultar os demais setores da sociedade, como sequer tornou pública a metodologia adotada internamente com tal finalidade (se é que houve alguma).

Com efeito, a maior parte dos 17 membros do comitê já trabalhou na entidade, prestou serviços, teve ou tem algum vínculo com a mesma.
 
Basta dizer que o presidente do grupo é ninguém menos do que Walter Feldman, secretário-geral da CBF desde os tempos da gestão Marco Polo del Nero, ex-presidente licenciado em dezembro de 2015, após tornar-se alvo de denúncias da justiça norte-americana. Rogério Caboclo, outro membro do grupo, é o atual diretor executivo de gestão da entidade, à qual foi levado justamente por Del Nero, com quem também havia trabalhado na Federação Paulista de Futebol. Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo e recentemente aliado do vascaíno Eurico Miranda e da Federação do Rio de Janeiro em queda de braço contra Flamengo e Fluminense, também está escalado para transformar o futebol brasileiro. Assim como Carlos Augusto Barros e Silva, atual presidente do São Paulo, clube cuja sede tornou-se, em 12 de março, objeto de operação de busca e apreensão de documentos conduzida pela justiça de São Paulo.

A real transformação das estruturas do futebol brasileiro depende, mais do que de reformas pontuais, da reconstrução, para não dizer implosão, do sistema vigente: um objetivo distante de ser alcançado sem a mobilização de forças ainda excluídas do processo em curso, cujas conquistas não devem passar de reformas pontuais. Pontuais mas, provavelmente, suficientes para garantir a manutenção do estado das coisas.
 
Em tempo: um dia depois da reunião do novo comitê da CBF, a FIFA, sob nova gestão, anunciou que ingressará com ação indenizatória perante a justiça norte-americana, a fim de obter o ressarcimento de valores referentes a salários, bônus e benefícios percebidos por alguns de seus antigos membros. Entre os citados no comunicado da entidade, figuram justamente os nomes tanto de Ricardo Teixeira, presidente histórico da CBF, como de seus sucessores, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar e ... Marco Polo Del Nero. Eles teriam, segundo a entidade de cúpula do futebol internacional, abusado de seus cargos de confiança e causado danos à imagem da instituição.
 
São Paulo: Tel: +55 11 2175-9000 - Fax: +55 11 3256-7401
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