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Abril/2014 - edição 178
Gestão de Pessoas
A aprendizagem como ação de responsabilidade social e exercício de cidadania

Débora Bobra Arakaki Masson
 
Os profissionais atuais não estão mais a procura de um emprego que lhes propicie tão somente a estabilidade, como no passado. Agora, buscam trabalhos nos quais são reconhecidos e bem sucedidos graças as suas competências e comprometimento, que dão maior visibilidade para pleitear novos projetos. O novo tripé está estabelecido: desafio, qualidade de vida e reconhecimento.
 
Por essas razões, empresas têm se preocupado cada vez mais em formar seus futuros profissionais, sendo de extrema importância o cuidado e atenção dispendida aos programas de aprendizagem.
 
O benefício para empresa na contratação do menor aprendiz e o aproveitamento posterior nos quadros da empresa é que este jovem já fica moldado na missão, valores da empresa e está imerso no clima organizacional. O empresário além de cumprir sua função social, está formando um profissional mais capacitado para as exigências atuais do mercado de trabalho.
 
Para o jovem adolescente, a formação técnico profissional amplia as possibilidades de inserção no mercado, aumentando a sociabilidade, o senso de responsabilidade e preparando-o para as vicissitudes e contratempos do mundo corporativo.
 
A lei que regula a aprendizagem é uma lei especial que não se confunde com a lei de estágio. Apesar de que na prática muitas vezes as funções do estagiário e do jovem aprendiz guardem alguma semelhança, os dois regimes são bem diversos. Diferentemente do estágio, a aprendizagem é caracterizada como um contrato de trabalho especial.
 
Numa relação primeira tão delicada como lidar como a ansiedade própria da juventude? O que busca o jovem com essa experiência?
 
Esclarece Carlos Pereira, gerente de Desenvolvimento Organizacional da ESPRO: “Uma das premissas do programa de aprendizagem é justamente contribuir para a formação de um jovem que tem pouca ou nenhuma experiência profissional. O jovem é um ser ansioso e é na aprendizagem teórica que eles recebem uma educação voltada para ‘o aprender a aprender para a vida’. O jovem espera um direcionamento para o seu desenvolvimento e a capacitação profissional, que aprendam a lidar com o outro, resolver conflitos, trabalhar em equipe, ter conhecimento técnico e o principal, um bom relacionamento interpessoal”.
 
“A formação técnico profissional deve ser constituída por atividades teóricas e práticas, organizadas em tarefas de complexidade progressiva, proporcionando ao aprendiz uma formação profissional básica e por isso, destaca-se o papel do monitor (papel da liderança), como agente motivador/inspirador”.
 
“Importante que o monitor conheça a sua equipe, respeite o limite individual de cada jovem aprendiz, detendo uma visão estratégica, empreendedora e proativa e que, sobretudo, seja um bom ouvinte. As competências existentes e reconhecidas no líder, certamente contribuirão no desenvolvimento do jovem aprendiz”, conclui Carlos Pereira.
 
A aprendizagem é um instituto que cria oportunidades tanto para o jovem aprendiz quanto para as empresas. Preparam o jovem para desempenhar atividades profissionais e, em contrapartida, permitem às empresas formarem mão de obra qualificada - algo imprescindível no atual cenário econômico brasileiro.
 
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